II Bienal Internacional de Pintura Bolsa FRP promove artes plásticas
Filipe Manuel Cortez Andrade, Maria Trabulo (representação composta por duas obras) e Jeremy Gomes de Carvalho são os vencedores da II Bienal Internacional de Pintura – Bolsa Fundação Rotária Portuguesa (FRP). Os jovens artistas plásticos receberão as respectivas bolsas, no valor de 4.500 euros; 2.000 euros e 1.000 euros, no próximo dia 4 de Junho, na Covilhã, no decorrer da XXVIII Conferência do Distrito 1970 que se subordina ao tema "Rotary, Fraternidade e Compreensão Mundial".
A sessão de abertura da exposição teve lugar na Casa Municipal da Cultura de Coimbra, na Rua Pedro Monteiro, onde permanecerá para visita do público até 17 de Maio.
O júri do concurso constituído por José-Luís Ferreira, (presidente), presidente do Conselho Geral da ANAP – Associação Nacional de Artistas Plásticos/Comité Nacional Português para a AIAP/Unesco; Joana Costa Brites, mestre em História de Arte, doutoranda em História de Arte e professora de História de Arte Contemporânea e Métodos de Investigação em História de Arte na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e Francisco Rosa Dias, professor de Estética na Faculdade de Belas Artes de Lisboa, decidiu ainda (conforme consta da acta do concurso) atribuir declarações de mérito à representação de onze autores (19 trabalhos no total, sem qualquer peça rejeitada) a Ana Cristina Teixeira Teles, Ana Guiomar Bárbara Duarte de Oliveira, André Alexandre Moreira Trindade, Domingos Fernando da Silva Loureiro, Filipa da Silveira Cunha Modesto, Filipa Guimarães Gonçalves, Filipa Neves Rebelo, João Miguel da Costa Gaspar, Mariana Soares Martins de Carvalho, Mónica dos Santos Martins e Neuza Carina Veríssimo Neto.
Na sessão de abertura presidida por Maria José Azevedo Santos, vice-presidente da Câmara Municipal de Coimbra, foi sublinhada a importância da realização deste tipo de eventos, que promovem a cultura e os jovens artistas plásticos.
Felizardo Cota: a FRP quer ser força aglutinadora e mobilizadora das vontades e acção dos clubes rotários portugueses
Felizardo Cota, administrador da Fundação Rotária Portuguesa (FRP) explicou sucintamente os objectivos do movimento rotário e enquadrou a actividade da FRP em prol dos estudantes carenciados frisando que a instituição de solidariedade social distinguida com a Ordem de Mérito atribui «todos os anos bolsas de estudo aos estudantes do ensino secundário e superior até aos 35 anos de idade» e que ao longo dos 52 anos de existência atribuiu «mais de 10.985 bolsas de estudo o que perfaz um valor global de cerca de 5 milhões de euros».
Recordou que em «Outubro de 2009 na Assembleia de Representantes foi aprovado o modelo estratégico», que visa «essencialmente tornar a Fundação uma força aglutinadora e mobilizadora das vontades e acção dos clubes rotários portugueses e ser ainda um instrumento que os governadores dos dois distritos poderão usar para incentivar, melhorar adequar e coordenar a acção dos clubes rotários em prol do cumprimento das metas do Rotary Internacional e das ênfases presidenciais».
Agradeceu à Câmara Municipal de Coimbra a forma como recebeu a FRP e, aos membros do júri. Felicitou ainda os elementos do Rotary Club de Coimbra, a comissão organizadora da II Bienal e «concorrentes pelos excelentes trabalhos apresentados».
Isabel de Carvalho Garcia: A Bienal de pintura é um «intercâmbio cultural excelente»
A presidente da comissão organizadora a II Bienal Internacional de Pintura – Bolsa FRP, Isabel de Carvalho Garcia, disse que o Rotary Club de Coimbra aceitou o desafio lançado pela FRP «com agrado sabendo que a tarefa não ia ser fácil, sabendo que iria exigir de todos nós um grande esforço». Revelou terem sido recepcionadas 90 obras, 54 das quais integram a exposição patente na Galeria Pinho Dinis da Casa Municipal da Cultura, e louvou todos os participantes pois «sem eles não teria sido possível a realização» da exposição. E acrescentou que «a realizar-se a terceira bienal certamente contamos que os que participaram agora voltem a participar. É um intercâmbio cultural excelente. Uma oportunidade de partilha entre os jovens, de conhecimento e apesar de nos congratularmos por esta adesão gostávamos que na próxima bienal passassem a palavra, pois ficamos todos a ganhar».
Maria José Azevedo Santos: movimento rotário aponta para processo activo de procura
A vice-presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Maria José Azevedo Santos, em representação de João Paulo Barbosa de Melo, presidente da Autarquia, saudou os presentes, os membros do júri e «os jovens e promissores artistas, aqueles que ganharam, mas sobretudo aqueles que desta vez não ganharam mas que vão continuar a trabalhar para isso».
Tomando por ponto de partida a roda dentada símbolo do movimento rotário e a sua divisa «dar-se sem pensar em si» a vice-presidente da Câmara Municipal de Coimbra sustentou que «o que nos é preconizado por este extraordinário modo de ser e estar no mundo é dinâmica vital e estruturante do homem e da sociedade. A expressão movimento rotário aponta desde logo para um processo activo de procura de insatisfação de anseio de encontro e comunicação consigo e com o outro. Tudo, mas tudo na busca desejável do mais perfeito, do mais completo, da partilha maior do amor mais avançado».
«Por tudo isto com Rotary mudam-se os tempos mas não se muda nem a confiança nem a vontade nem a força da própria mudança que é em si mesma melhor forma de ver o mundo. Assim a todos aqueles que dão algum contributo para que o mundo seja melhor está reservado um tempo de ser e transcender como por exemplo este através da promoção da produção ou celebração das artes plásticas como a pintura, o teatro a música», enfatizou.
A II Bienal Internacional de Pintura – Bolsa Fundação Rotária Portuguesa decorreu no âmbito do 52.º aniversário da Fundação Rotária Portuguesa e teve como parceiro na organização o Rotary Club de Coimbra. A comissão organizadora foi presidida por Isabel de Carvalho Garcia e integrou ainda os rotários António Amorim Costa, José Ribeiro Ferreira, Manuel Rodrigues e António Brázio Gomes.