Clube de Gaia Sul distingue
Governador do Banco de Portugal

Carlos Costa foi homenageado como profissional do ano

O Governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, foi homenageado pelo Rotary Club Gaia-Sul como Profissional do Ano. No dia 7 de Janeiro, sexta-feira, o Clube recebeu centenas de rotários e convidados que quiseram ouvir o que Carlos Costa tem para dizer sobre o futuro do país.

Cancela Moura, presidente do Clube, justifica a escolha do Governador do Banco de Portugal como profissional do ano "por ser um economista com profundos e consolidados conhecimentos técnicos. É um profissional com uma excepcional capacidade de trabalho e abnegação e incomum espírito de missão. O percurso profissional de Carlos Costa é uma lição de vida para todos, sobretudo para aqueles que ocupam cargos públicos. A afirmação dos dotes de carácter e os elevados padrões éticos no exercício da profissão confirmam que é um rotário, não de direito, mas de facto, pelo que faz todo o sentido e é com toda a propriedade que esta distinção seja materializada numa das nossas causas".

O presidente do conselho de administração do BPI, Artur Santos Silva, destacou "a importância que Caralos Costa teve para os interesses do país", bem como "o papel determinante que desempenhou no apoio aos ministros. Veio num momento muito difícil, renunciou ao seu bem-estar para servir o país. É um homem determinado a ajudar o nosso país a encontrar o caminho certo.

Armindo Carolino, Governador do Distrito 1970, destacou a humildade de Carlos Costa: "Descobrimos um cidadão simples, humilde, que partilha com os outros e que não se esquece do tempo que viveu aqui. O distrito tem de se sentir honrado por ter uma pessoa assim".

O jantar decorreu num restaurante da Avenida da República, em Gaia, rua onde o Governador do Banco de Portugal em tempos viveu. Emocionado e surpreendido, Carlos Costa defendeu que esta homenagem representa uma responsabilização.

O Governador do Banco de Portugal proferiu ainda uma palestra sobre o estado actual do país: "Preocupa-me muito que Portugal não entre numa rota de desenvolvimento sustentável, que tem de passar, inevitavelmente, por uma reposição das finanças numa trajectória sustentável, por uma maior poupança e por um reforço das exportações. O país precisa de interiorizar que as finanças são importantes, não é possível ultrapassar este momento sem poupança".

Carlos Costa recebeu uma placa de reconhecimento de mérito e trabalho e uma flâmula do clube, assinada por todos os rotários, para além de uma subscrição de mérito da Fundação Rotária Portuguesa.