17 de Outubro - Dia mundial da Pobreza
Os dados europeus e nacionais
Ano Europeu do Combate à Pobreza e Exclusão Social

No dia 17 de Outubro assinala-se o Dia Mundial para a Erradicação da Pobreza. Sendo este um dos principais objectivos do movimento rotário, os clubes de todo o mundo mantêm as suas acções neste sentido e marcam este dia com mais trabalho e uma ainda maior dedicação.

O ano 2010 foi designado pela Comissão Europeia como o Ano Europeu do Combate à Pobreza e Exclusão Social com o propósito de reafirmar e reforçar o empenho político em tomar medidas com impacto decisivo no que respeita à erradicação da pobreza. Acima de tudo procura dar-se visibilidade à luta contra a pobreza e exclusão social e sensibilizar os diferentes sectores da sociedade para a responsabilidade de todos no combate à pobreza.

Os dados estatísticos existentes sobre a pobreza e a exclusão social não revelam, por si só, todas as dimensões destes flagelos, mas aproximam-nos da realidade e permitem-nos ir avaliando o caminho que estamos a percorrer, pelo que se torna útil compilar alguns indicadores sobre estes fenómenos.

Segundo os últimos dados da Comissão Europeia, em 2007 cerca de 17% das pessoas viviam num agregado familiar em risco de pobreza. Os valores mais elevados foram apontados a países como Roménia (25%), Bulgária (22%), Letónia (21%), Grécia, Espanha e Itália (20%). As taxas mais baixas estiveram em países como República Checa e Holanda (10%). O risco de pobreza mantém-se bastante elevado nas famílias monoparentais com crianças a cargo (34%); logo seguido dos agregados compostos por uma pessoa adulta com mais de 65 anos (28%) e os agregados compostos por uma pessoa adulta do sexo feminino (28%).

As crianças continuam a ser um dos grupos com um risco de pobreza superior ao resto da população. Segundo o mesmo relatório, em 2007 a proporção de crianças (até aos 18 anos) que viviam num agregado familiar com baixo rendimento era de 20%. Esta taxa era mais elevada em países como a Roménia (33%), Bulgária (28%), Itália (25%), Espanha e Polónia (24%); e mais baixa em países como a Dinamarca (10%) e Finlândia (11%).

Segundo dados da Eurostat3 o desemprego continuou o seu caminho ascendente em virtude da crise económica. Em Julho de 2010 a Taxa de Desemprego para a Zona Euro (EA 16) foi de 10.0% (15 833 milhões de pessoas) e para a UE 27 foi de 9.6% (23 057 milhões de pessoas). Comparando com Junho de 2009 verificou-se, para ambas as taxas, um crescimento, respectivamente 9.6% (EA16) e 9.1% (UE27). Mas ter um emprego nem sempre protege as pessoas do risco de pobreza. A taxa de risco de pobreza é relativamente elevada para aqueles que têm um trabalho (In-work Poverty). Segundo o Eurostat este risco está bastante ligado a situações de emprego mal pago, pouco qualificado, emprego precário, trabalho em part-time involuntário e ao tipo de agregado onde os trabalhadores vivem, assim como da condição económica dos restantes membros do agregado.

Pobreza em Portugal

A desigualdade em matéria de distribuição do rendimento é bastante significativa em Portugal. Os dados de 2008 referem que para a UE27 o rácio entre os 20% da população com os rendimentos mais elevados e os 20% com os rendimentos mais baixos foi de 5%, ou seja, o quintil mais rico detinha 5 vezes mais do que o rendimento mais pobre. Os rácios variam entre os 3.4 na Eslovénia, Eslováquia e República Checa e os 7.3 na Letónia.

Segundo dados do INE (Rendimento e Condições de Vida – 2009, com dados referentes aos rendimentos de 2008), cerca de 18% da população portuguesa encontrava-se, em 2008, abaixo do limiar da pobreza.

É possível verificar que persiste uma maior vulnerabilidade por parte das mulheres, 18,4% face aos homens (17,3%), das pessoas com mais de 65 anos (20,1%) e das pessoas com menos de 18 anos (22,9%).

(Fonte: Indicadores sobre a Pobreza: Portugal e União Europeia - REAPN)

A Fome no Mundo

- 840 milhões de pessoas sofrem de subnutrição crónica.
- Entre elas, 200 milhões de crianças menores de cinco anos padecem de deficiência aguda e crónica de proteínas e energia.
- Nas últimas 3 décadas, a nível mundial, a produção de alimentos aumentou a um ritmo mais rápido do que a população. No entanto, no mundo em desenvolvimento, só uma em cada cinco pessoas tem acesso ao mínimo necessário para satisfazer as suas necessidades alimentícias básicas.
- 25 mil morrem por dia de fome

Programas do Rotary: Ensinar a produzir

O conselho director do Rotary International resolveu dar alta prioridade ao combate à fome no mundo, insistindo nos projectos de assistência aos idosos e às mães com crianças pequenas. Uma das primeiras iniciativas do Rotary foi a "Semana dos Meninos e Meninas" patrocinada pelo Rotary Club de Nova York, nos EUA, em 1919. A iniciativa pioneira de oferecer merenda escolar foi a precursora dos programas de pequeno-almoço e almoço nas escolas da rede pública.

Projectos 3-H (Health, Hunger and Humanity)

Subsídios "Saúde, Fome e Humanidade" 3-H – Financiam projectos de grande porte, de um a três anos de duração, que combatem a fome, melhoram as condições de saúde ou promovem o desenvolvimento humano. Subsídios de planeamento de projectos 3-H – subvencionam actividades de planeamento conduzidas por Rotary Clubs e Distritos com a finalidade de implementar projectos 3-H de grande porte e impacto significativo.

Prioridade à Fome

O conselho director do Rotary International resolveu dar alta prioridade ao combate à fome no nosso planeta. O programa "Saúde, Fome e Humanidade" (3-H) da Rotary Foundation outorga subsídios de grande vulto para projectos internacionais que visem melhorar as condições de saúde, aliviar a fome e promover o desenvolvimento como melhoria da qualidade de vida através do aumento da capacidade de auto-suficiência.

Saúde Pública

Muitos clubes e distritos travam lutas contra a malária, tuberculose, cegueira, sarampo, raiva ou sida. No entanto, o Rotary tem consciência de que a saúde passa também pelo bem-estar psicológico.

A intervenção do Rotary na saúde pública passa por: Mais facilidade de acesso a vacinas e tratamentos, Mais correcção de lábios leporinos e membros defeituosos, Mais assistência pré-natal, Mais cataratas operadas, mais visão para quem pode voltar a ver.

Programas Pró-Paz

Programas Pró-Paz – subsidiam parcialmente conferências internacionais sobre resolução de conflitos e maneiras de fomentar o estabelecimento da paz.

Bolsistas Rotary pela paz mundial – todos os anos, cerca de 70 novos bolsistas são seleccionados para frequentarem Mestrados num dos sete Centros Rotary de Estudos Internacionais, na área da paz e resolução de conflitos.

Em 2002-03, 69 bolsistas de 30 países estudaram em sete Centros Rotary, com um investimento de mais de dois milhões de euros.