Entrevistámos Filipe Lima Quintas estudante
distinguido com o Prémio do Fundador
“Rodrigo Santiago” nos 50 Anos
da Fundação Rotária Portuguesa

  • Filipe Lima Quintas

Jovem distinguido na cerimónia dos 50 anos da FRP

«Este prémio foi acima de tudo inesperado»

Damos continuidade à publicação de um conjunto de entrevistas aos jovens estudantes que foram distinguidos com os Prémios dos Fundadores (2008/2009). Chegou a vez de Filipe Lima Quintas, que actualmente frequenta o 5.º ano de Medicina na Universidade do Minho.

Notícias (N.) – O que é que te motiva a seres um bom aluno?

Filipe Lima Quintas (F.L.Q.) – As expectativas que eu vou criando no dia-a-dia sobre o meu futuro profissional, são a fonte do meu empenho em tentar criar as melhores condições, para poder evoluir cada vez mais, e tentar alcançar um dia, a prioridade de ser útil. A meu ver só obtendo o máximo de conhecimentos, da melhor maneira possível, poderemos chegar à milésima parte dos horizontes por nós criados.

N. – Ficas-te surpreendido por teres sido escolhido para receber um prémio de âmbito escolar?

(F.L.Q.) – Este prémio foi acima de tudo inesperado. Não querendo ferir a modéstia que deve seguir esta entrevista, este é um prémio que deve ser partilhado com outros alunos, que apesar de não se terem destacado em áreas curriculares em concreto, tiveram o mérito de serem pessoas produtivas e com elevada responsabilidade no fomento da cultura da sociedade jovem da minha região.

N. – Em que medida é que este prémio te vai ajudar?

(F.L.Q.) – Este reconhecimento, ajudar-me-à a encarar as minhas responsabilidades como profissional e como cidadão de uma forma mais holística e plural. Fez-me ganhar ainda mais consciência sobre aquilo que deve ser feito e do valor que isso tem. Tenho a certeza de que este prémio não ajudará só a mim, mas a toda uma população que pode ver o seu trabalho reconhecido por iniciativas idênticas a esta da Fundação Rotária Portuguesa.

N. – Quais as principais dificuldades que tiveste ao passares do 4.º ano de Escolaridade para o 5.º ano?

(F.L.Q.) – Foi uma derradeira volta de 360º. Tudo aquilo que eu pensava ser difícil de fazer no Ensino Secundário, passou a ser fácil no Ensino Universitário, e tudo aquilo que eu pensava ser impossível de alcançar no Ensino Secundário, passou a ser exequível no Ensino Universitário. O modelo de ensino médico na Universidade do Minho é inovador, e com bases muito estreitas com escolas médicas americanas. O elevado nível de exigência e rigor técnico, que os professores impuseram desde o início, levaram a que eu tivesse algumas dificuldades na adaptação ao estilo de ensino executado, assim como ao método de estudo a adoptar – “ensino tutorizado”. Esta foi uma das minhas maiores dificuldades, pois vinha de um estilo de ensino clássico, e expositório

N. – Quais são as tuas perspectivas para o futuro?

(F.L.Q.) – Terminar o curso para mim vai ser um marco necessariamente importante. As perspectivas que eu consigo delinear neste momento são apenas dar continuidade ao que já foi e está a ser feito, e criar condições para que novos projectos possam existir. Um dos aspectos que para mim será relevante, é conseguir dar o contributo médico à realidade laboratorial. Ou seja, conseguir fazer partilha de informação clínica com os investigadores, e informação de ciências básicas aos clínicos, para que haja uma melhor eficiência no tipo de prestação de cuidados efectuados. Independentemente da minha opção de especialidade médica ou cirúrgica, a minha ambição é tornar a medicina mais equitativa, na forma de como se lidam, e se desenvolvem as relações humanas. Tratando pessoas e não doenças.